segunda-feira, 21 de outubro de 2013

As fronteiras do Jazz, do Blues... quem veio primeiro?


As fronteiras do Jazz, do Blues, do suingue ....
O Jazz era coisa fina, com material de primeira, mas nasceu da mesma forma que o Blues, entre pancadas de trabalhadores em linhas de trens, na força aplicada fazia-se um som e no ritmo saia uma forma de musica entre dores, o vento, o sol, a chuva e algumas palavras e musicas nativas dos escravos. Em um certo momento alguém(ingleses) com sensibilidade ouviu e disse yeé , isso dá Jazz.
Quem aplica uma seção de Jazz nas veias, ficará viciado pelo resto da sua vida.
Mas tocar Blues é complicado? Poxa amigo, se é complicado eu não sei, apenas digo que para ter um Session Blues basta ter alguns músicos, se faltar um baixista, por exemplo, pegaremos outro para fazermos o que chamamos no Brasil para o samba, pagode...Blues de mesa? rs quem sabe? e o melhor, são apenas 3 acordes(se vira com eles)
Pagode de Mesa, estilo Cartola e Pixinguinha
Blues nasceu de lamentos, das batidas ritmicas embora tristes as letras, eram a unica forma de estravazar
Algumas coisas ditas em músicas Brasileiras como”Todo artista deve ir aonde o povo está” os Bluseiros  sentavam só com seu violão, logo aparece um vocal, um batera faz sua parte, logo com o baixo o som está concluído... Jazz Session.

Quem se torna Bluseiro, já tem barezinhos que os esperam e  nada é combinado, tudo sai de lá, como  que se a partitura não faz parte... sim ela faz parte, mas já está no sangue, basta apenas fechar os olhos e sem modéstia nenhuma, você enchergará nota por nota. ahhh apenas uma coisa os bluseiros pedem aos donos de barezinhos, para que abaixem o preço da cerveja para que os colegas deles possam usufruir de um bom som.
É existem apenas umas coisinhas, quem já passou dos 45 tem Blues nas veias, já quem é juventude não sabe o que é blues, não sabem que Blues não foi feito para ser modinha, pois modinha acaba. Tem alguns jovens que conheço  e dizem, se eu conhecesse o Blues anteriormente NUNCA EM MINHA VIDA OUSARIA DE OUVIR O FUNK.
Conhecendo o que é mais agradável, cito algumas dos ritmos brasileiros que  vieram de certa forma, no mesmo molde...
As sincopas , a batida quebrada e milhões de interpretações e neste caso citamos O Rei do Baião(Luiz Gonzaga) pois para quem acha que baião não tem suingue, está totalmente errado. as formas do Chorinho, que interpretados por vários compositores como Pixinguinha, fizeram outro tipo de roda de samba que da mesma forma a volta de uma mesa de bar faziam  tremendos shows de improvisos e da mesma forma a Bossa Nova , considerado no exterior como “o Jazz brasileiro”. Como o Brasil está cheio de maravilhosos ritmos, todos causam um espanto quando é observado e dito ao sei som interior “Como não Observei Este Gênero, a grandeza ?”
Falta muita estrada para caminhar, quem toca Jazz, com certeza surpreenderá com o Baião, com o Frevo, com o Maracatu, a Bossa Nova e o Chorinho.
Apenas este blog não sabe dizer se terão imortalizadores desses gêneros , pois os governos não estão preocupados, e para dizer a verdade, nem os jovens... nem os jovens!
Coitado dos instrumentos de sopro, são trocados por pedais de guitarras e lamento dizer que o melhor e maior guitarrista do brasil “Nuno Mindelis” usa apenas e de vez em quando, um pedal Ua Ua e um reverber, e foi considerado em 1998  o maior guitarrista de Blues independente... portanto os vários sons criados eram praticamente de uma guitarra normal. 
Quem disse que o acordeon não faz Jazz? Acordeon conhecido no Brasil por fazer Baião, Forró, dá show até com Raggae.
                  E o nosso Nuno Mindelis, considerado o melhor Guitarrista Blues Independente
Observei no mês das crianças que as próprias crianças tinham interesse em saber o que era aquele instrumento de sopro, o que ele fazia,  e mesmo não tocando, observei que a vontade de colocar o dedo no instrumento, querer assoprar era boa... 

TODO O ARTISTA TEM QUE IR AONDE O POVO ESTÁ” é simples assim!



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