quinta-feira, 23 de maio de 2013

Por que a Banda Sinfônica Municipal de São Bernardo do Campo, teoricamente já era?

Uma tal de lei, a Lei de Vacância é o motivo principal da Banda estar indo embora, infelizmente.

Para entender mais sobre, digo...

 DEFINIÇÃO
É declarado vago o cargo do servidor por motivo de exoneração, demissão, promoção,
readaptação, aposentadoria, falecimento ou posse em outro cargo inacumulável.
REQUISITOS BÁSICOS
Ser servidor público e nos casos de posse em cargo inacumulável, ter sido aprovado em
concurso público e nomeado.
PROCEDIMENTOS
Para vacância por posse em outro cargo inacumulável deverá ser providenciado
requerimento do interessado dirigido à SARH, anexando a documentação que comprova
sua nomeação em outro órgão público e declaração de bens com valores.
INFORMAÇÕES GERAIS
1. Havendo a inabilitação do servidor no estágio probatório para outro cargo, o mesmo
deverá ser reconduzido para o que ocupava anteriormente e no qual possuía
estabilidade. À Administração, diante da Vacância do cargo, caberá decidir dentro dos
critérios de conveniência, a destinação da vaga. (Art. 20, § 2º e Art. 29 da Lei nº
8.112/90)
2. O servidor exonerado, ou deixando vago o cargo por posse em outro órgão, terá direito a:
a) gratificação natalina na proporção de 1/12 por mês de exercício ou fração igual ou
superior a 15 (quinze) dias, calculada com base na remuneração do cargo no mês de
publicação do ato de exoneração, compensada a importância recebida a título de
adiantamento. (Art. 63 da Lei nº 8.112/90)
b) indenização relativa ao período de férias a que tiver direito e ao período incompleto, na
proporção de 1/12 por mês de efetivo exercício ou fração superior a 14 (quatorze) dias,
calculada com base na remuneração do cargo no mês de publicação do ato exoneratório.
(Art. 78, § 3º da Lei nº 8.112/90)
FUNDAMENTO LEGAL
1. Arts. 20, § 2º, 33, 63 e 78, § 3º da Lei n.º 8.112/90.


O Blog:Todos sabem que a Banda Sinfônica sumiu, mas não sabem o porque, isso é falta de informação a ser dada ao CIDADÃO .

Não estou contra ninguém, nem contra a prefeitura nem contra a Funarte(um órgão fantasma). O que o blog quer é que dê tudo certo, que a gestão seja competente em administrar a cidade. Indo contra o Prefeito, estarei indo contra São Bernardo do Campo, temos que saber chegar até o topo sem machucar idéias.
Perguntaria ao Sr Prefeito Luiz Marinho, se não há como enquanto aqueles 10 membros da Banda Sinfônica tocarem com veteranos, recompensando o que perdeu no total de 24 componentes.
Quem viu a história da Banda Sinfônica, sabe que nas veias dela está um pouco do militarismo comandada inicialmente por  José da Conceição Sousa , tinha o nome carinhoso de Coronel, pois ele era rígido e a disciplina era sempre o melhor deles, portanto como a lei de vacância dá entender, os músicos da Banda nunca darão passo em falso, ou eles pedem para sair(quase impossível) ou morrem...Em geral, músicos são saudáveis.
Pergunto novamente, há algum jeito de dar uma massa instrumental  ao corpo musical, alguns poderiam ser de corpo discente, já que o corpo docente pode ensinar com tranquilidade, com até alguns defeitos que deram certo do Coronelismo do  Maestro Conceição...

Quando em PPAs é tem sempre uma fala,que vem no final sem eu poder retrucar, Como vc sabe Mozart, (?) Prefeito se eu soubesse não estaria perguntando(!)
Quando mencionei o Teatro Procópio Ferreira(descaso) disseram que iriam fazer algo, mas ninguém sabe dizer o que! desde 2008 até hoje 2013 sem soluções, pois lá era Teatro, virou biblioteca, hoje um galpão abandonado e disseram(COMO VC SABE MOZART???) poderia até saber, mas quem mais sabe? A Paulicéia diz, eu não sei de nada!!!!!!
Uma coisa que tem que melhorar, seria a informação, nós cidadãos ficamos sempre no diz que me diz e isso é complicado vindo da prefeitura!
Espero que o conselho seja bom, espero que aproveite, mas se houver algo contra, me diga que sou todo ouvidos e transmito e informo...

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Conservatório Padre José Maurício, parabéns aos netos dos "Massenzi"

Para chegar a dizer algo sobre as Bandas Mirins(Bandinhas) e Jovens em épocas de 2007 que foram cortadas ao meio e outras coisas que "desfomentaram a cultura" tive que contar as histórias do que foram realmente uma Bandinha de 60 até nos hoje. 
Da "mesmíssima" forma  para dar uma idéia o que poderia ser o Centro Livre de Musica(CLM) eu vou ter que contar as Histórias, verídicas de Conservatórios em São Bernardo do Campo




Foto tirada em datas dos anos 1960 mais ou menos, do primeiro passo para o ensino musical!

Eu, querendo chegar ao ponto "Centro Livre de Musica" vou ter que comentar algumas escolas, Conservatórios e até aonde estão estes músicos que viraram Maestros e hoje estão dando aulas nos melhores conservatórios do País.
Então fui a falar sobre a história:

Conservatórios Musicais de São Bernardo do Campo

 

De certo um dos primeiros, se não o primeiro, foi o CONSERVATÓRIO PADRE JOSÉ MAURÍCIO que foi a primeira escola de ensino artístico no Município de São Bernardo do Campo. Declarada de utilidade pública em 20 de dezembro de 1963, Lei Municipal n°1202, esta escola foi fundada por iniciativa da professora Gina Lombardi Massenzi , para preencher a lacuna existente até então no Município em termos de institutos dedicados ao ensino da música. Ainda em 1968 a escola foi reconhecida pelo governo do Estado de São Paulo bem como pela Secretaria do Estado de Educação.
Dona Odete esteve presente na inauguração no Conservatório tendo publicado na época um breve relato em sua coluna ARTE E OUTRAS COISAS. A seguir os trechos mais significativos deste registro:
_ Com a presença do Exmo Prefeito Sr e Sra Lauro Gomes, Sr Hygino de Lima e Sr  Virgílio Simonato, dos vereadores, do Sr Presidente Rubens Marques Cardoso e Lenildo Freitas Madalena foi inaugurado em 14 de março de 1963 o Conservatório Padre José Maurício. A cerimônia de inauguração que contou  com  o Reverendo Padre Celotto , além de todo corpo docente e discente teve a seguinte ordem:
_Inauguração pelo Exmo Sr Lauro Gomes, Benção do Estabelecimento pelo Padre Celotto e entronização do Sr Crucificado, saudação aos presentes pelo Sr Lenildo Madalena que num feliz improviso, fez a apologia da Sra Diretora professora Gina Massenzi que finalmente conseguiu seu sonho de criar um Conservatório.
Finalizando ouvimos nosso querido Prefeito, que, visivelmente comovido com a recepção vibrante e barulhenta que fizeram os alunos e todos os presentes, disse que da sua surpresa ao verificar o êxito do empreendimento e a dedicação de sua diretoria e professores. Sua Ex assegurou ao Conservatório a cooperação financeira, da Prefeitura, para este ano e os seguintes, na continuidade da administração, na pessoa do seu sucessor Hygino de Lima.
Como Feche de Ouro, a criançada cantou alegremente, “Aí já vem o Lauro” terminado com “Queremos Lauro Gomes em 1967”.
Nossos felicitações à professora Gina , a todos os alunos com os votos sinceros de  de progressos e realizações...
Em matéria de cursos e habilitações o Conservatório mantém cursos de Musica e Dança a nível de 1° grau, Cursos de Qualificação Profissional com habilitação profissional plena em música além de Bailarino para Corpo de Baile, ambas de 2° Grau.
Para a implementação e manutenção destes cursos o Conservatório conta com inúmeros  profissionais tais como:
Gina Lombardi Massenzi, fundadora da escola, diplomada em piano e acordeon , com diversos cursos de especialização, Diretora artística da escola.
Miryam Massenzi Leão, Licenciada em Educação Artística, Bacharel em Psicologia, habilitada em escolas de 1° e 2° graus , com curso superior de violão, incompleto , diretora administrativa.
Aparecido Neves Leão, Bacharel em administração de empresas, Secretário.

Corpo Docente:

Fizeram parte do quadro de professores desta escola profissionais de renome nacional como:
Lourdes França (pianista e compositora), Alfredo Messina(pianista e compositor) Ettore Agili (Violonista e Maestro), Maria Pia Finóchio (Coreografia e Bailarina) Mariana Natal, Adib Nagim, Délcio Alcantra e Délcio Otelo(Dançarinos e Coreógrafos)
Atualmente Gina Lombardi Massenzi, Miryam Massenzi Leão, Geisa Maria Menzoni , Maria de Lourdes Dias Aun, Tânia Maria de Sousa Brito, Kati Sateke Tura, João Batista Nobre,Antônio Francisco da Costa Junior  e Jorge Moreno.

Fonte do acervo da Memória Musical de São Bernardo do Campo (5)

O Blog: mais pra frente, ou pegando umas informações já dadas sobre o CLM, vocês entenderão o porque dessa obstinação sobre o CLM...

Educação é uma das características, pois quem é artista, musico se interessa e tem muita facilidade , um dos meus sobrinhos aos 3 anos, ou 2 anos adorava qualquer tipo de instrumento, inclusive o teclado. Cresceu em harmonia familiar e hoje faz melodias... Inteligente, lê e escreve  desde os 3 anos, conta em inglês desde os 4 além de saber algo de Alemão. recentemente fiquei sabendo que gosta de Xadrez, dei um tabuleiro comas peças e deu xeque mate na minha irmã... enquanto certas crianças ficam em joguinhos on line, ele prefere o xadrez.... ele tem muita inteligência...

O que ele adorava era vir em casa, ficar em meu quarto tocando o teclado, mas depois que a avó dele faleceu(Diretora e Professora Aureni de Andrade Faggi) ele demorou a aparecer...Hoje ele tem o seu teclado(bem melhor que o meu)


Aqui ele assoprando o saxofone... precisava ver a expressão de força, e depois de tanta força quando saiu um som o rosto do espanto...Isso me custou 2 palhetas, pois ele comeu mesmo(mordendo) a palheta! rs
Não tenho uma foto com ele jogando xadrez, mas garanto que se ele pegou gosto, ele não solta( vou a casa dele para uma partida em breve, o que me bloqueia é ir até lá)


                               Os Massenzi e Pierino

“Algo que creio interessante colocar é que foram realizados varios concursos de piano de ambito nacional e que foi a primeira e única escola com curso de dança a nivel de primeiro e segundo grau reconhecido pela secretaria de educação e curso supletivo a distâcia também de primeiro e segundo grau reconhecido" ,diz Myrian Massenzi,filha de Gina Massenzi (Fundadora do Conservatório) Escrito pela Myrian Massenzi, para este blog
Quando criança eu frequentei muito o conservatório porque fazia ballet. Me lembro que era muito movimentado e a parte de música muito bem conceituada, diz a Simone Massenzi Sarvodelli, ex aluna, Neta de Gina Massenzi e Pierino(Artista Plástico) que contém um enorme acervo cultural mantidos, com muito orgulho,pois se fosse eu, Mozart Faggi,estufaria o peito... Escrito por Simone Massenzi Sarvodelli para este blog

Veja o belo trabalho que os Netos de Pierino conservam neste site 

  



terça-feira, 21 de maio de 2013

Inscrições até dia 24 de maio

"Estão abertas as inscrições para a Mostra de Artes e Cultura de Diadema. Você que é produtor cultural nas áreas da música, artes visuais, audiovisual, teatro, dança e literatura, faça sua inscrição até o dia 24 de maio no Centro Cultural Diadema.

Os regulamentos podem ser retirados em qualquer centro cultural da cidade, ou no site da secretaria de cultura. Maiores informações pelo telefone 4055-9203.

Não deixe de participar.

Secretaria de Cultura, Prefeitura de Diadema, o futuro é agora"



Abç.

domingo, 19 de maio de 2013

Quem é vai comprar seu instrumento, deve assinar a petição, se não pederemos o controle


Não me esqueço de nada, o que eu coloco aqui é para ser lembrado. Ou é história, ou é um movimento, no caso hoje eu trago um movimento a tona... Imposto mais caro para instrumentos musicais????
Não incentivam a gente a tocar um instrumento, (nem uma flauta doce) Não incentivam a criação de fanfarras e bandas.... (isso é secundário, diz governantes) a sim terciário até se for, mas a cultura tira SEU FILHO, NETO OU PARENTES DAS DROGAS, sabia?
Para quem quer assinar IPI menor para instrumentos musicais está aqui  http://musicaemercado.com.br/pagina/2680/instrumentos-musicais-ficarao-mais-caros-em-janeiro-de-2013/  leia com atenção ....



Pessoal do Fórum Aberto de Cultura e Artes na entrega da carta de reivindicações 2012 ao Secretário da Cultura Neto

Aqui no  Blog vc encontra  nossa luta até com IPI 0 para bicicletas e acessórios(capacetes, luvas, pisca pisca) e com os instrumentos, pois também sou músico. http://mozartfaggi.blogspot.com.br/2013/01/instrumentos-musicais-ficarao-mais.html

Gerson Bocato, Mozart Faggi, Itacyr Bocato Jr

sábado, 11 de maio de 2013

Ah Ah e eu que pensava que tocava flauta doce???? kkkk



Embora muitos achem que a Fauta Doce seja brinquedo de criança, é bom ter respeito por este intrumento.
Além de ser um dos primeiros instrumentos de sopro, nas composições temos os maiores compositores da Música Erudita, em todas as épocas, Barroco, Clássico, Romantico, New Romântico, Impressionismo, Expressionismo.
Disseram-me que iriam ter aulas de flautas doces como projeto socioeducacional, mas há essa observação a ser dita, cuidado quando forem dar as aulas...
As flautas são conhecidas por serem mais baratas e de grande acesso, ótimo para fazer uma socio educacionar, ótimos para os pais adquirirem e tão quão para a prefeitura adquirir.
Não sei se Professor de Educação Artística tem o dom de dar aulas, mas poderemos tentar! 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Insentivo, ouvir e atender os cidadãos... Eu do Grupo FACA dou valor


Por que eu escrevi, coloquei na Internet histórias de Bandinhas? Porque ninguém quis mexer em cacho de marimbondo.
Mostrei épocas que tínhamos prestigio e fama nacional quanto internacional. Mostrei que éramos acolhidos pelas Diretorias e Secretarias de Cultura e isso é registro tanto no Livro de Patrimônios da Cidade de SBC quanto na Memória Musical de São Bernardo do Campo.
Por que há essa poda drástica das nossas Bandinhas, isso meus amigos é porque não conto aqui o numero exato de Fanfarras(só percussão sem melodia, apenas rítmica) e Bandas Marciais(compostas de instrumentos de percussão, alguns com melodia como a Marimba e trombetas(cornetas, cornetões de diversas afinações)).
Um desfile cívico como o que está para vir ( aniversário de São Bernardo do Campo) poderia ser abrilhantada, mas o que vi e observei o ano passado é que, as ruas estavam vazias e irão estar mais ainda se não fizer algo.
Escolas como o EE Clarice MC tem um arsenal de instrumentos , porém, não os usa. Fui o primeiro e único instrutor daquela escola em meados de 2001, depois foi abandonada. Mas esta escola é Estadual, a diretora disse que não queria arranjar sarna para se coçar, então eu deixei.
Hoje além de mostrar a memória musical, quero dizer que vou lutar por fanfarras, salas de interesse musical(nem que seja com uma flauta doce) instrumental para Associações de Amigos dos Bairros, Associações do tipo Comunitária Nossa Terra, que engloba algumas Vilas e Jardins, as vezes um Bairro inteiro.
Parece que  músicos das antigas acordaram, observam e botam a mão na cabeça, pois é complexo enfiar na cabeça de uma criança que adora vídeo games, computador e celular, perder alguns minutos para conhecer o que é tocar.
Nem vale a pena fazer a observação dos filhos dos filhos das drogas, da repugnância da cracolândia (cada cidade tem a sua)... me diga pai ou mãe, vocês querem ver teus filhos nas drogas? Claro que não!
Falei sobre as Bandinhas, mas não são só as Bandinhas que salvam a vida deste desagrado, qualquer oficina, musical, teatro, palhaços, foto, dança, vídeo, tira seu filho dessa... como eu sei? Minhas filhas fizeram teatro, meus sobrinhos fizeram teatro, um música, e outro está iniciando musica e canto(tem 5 anos e já toca teclado) em Sorocaba... todos os meus ex alunos da Fanfarra, nenhum entrou no mundo das drogas.
Pessoas com limites ou necessidades especiais... não duvide, pois ele podem surpreender vocês, faça de tudo para colocá-los em uma unidade.
E vamos a frase de meu velho amigo Bocato: Larga essa televisãozinha , para de mexer nesse celular, toque muito, faça sua música, seu estilo. Meu sapato é branco e é como o suingue do Mestre Pixinguinha, vamo bora , vem pra cá, vamos tocar!!! (infelizmente Bocato, não existem mais pessoas tão animo ao seu, são poucas)... Isso não termina aqui, eu garanto!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

HISTÓRICO DA BANDA MIRIM BAETA NEVES (Livro)


Escrito por Hamilton Mendes


I)                    BAIRRO BAETA NEVES NOS ANOS 60

Estávamos rumando para o final dos anos 50. São Bernardo do Campo já tinha dado seus primeiros passos na era automobilista com algumas das grandes montadoras já instaladas em nossa cidade.
O perfil econômico da cidade melhorava dia a dia. Migrantes de várias partes do Brasil eram atraídos para cá, forçando com que novos bairros surgissem próximos aos locais de trabalho. Nasciam os bairros da  Paulicéia, Taboão, Demarchi e Planalto.
Rudge Ramos também crescia, e o centro da cidade, na época conhecida apenas como ´vila´, já não tinha espaço, conseqüentemente obrigando que uma grande gleba de terra fosse loteada nas proximidades.
Assim a fazenda da família ´Baeta Neves´ foi completamente loteada dando origem ao nosso querido bairro ´Baeta Neves´. A primeira fase do loteamento tinha inicio na Av. Pereira Barreto, junto ao atual Shopping Metrópole indo até a divisa de Santo André, terminando nas atuais ruas Campos de Jordão, Liberdade e Getulio Vargas.
Era pequenina nossa Vila Baeta Neves. No inicio sem qualquer infra estrutura. As ruas eram de terra, não tínhamos rede de água, esgoto e energia elétrica. Levou alguns anos para isto acontecer, todavia começamos os anos 60 com muitas melhorias no bairro. Recebemos água, esgoto e luz. As ruas foram iluminadas e calçadas com os tradicionais paralelepípedos.
Entramos nos anos 60 com muito otimismo e rumo a uma década de muito crescimento. Nossa capital, Brasília acabara de ser inaugurada, e com um ano de mandato estendido, nosso presidente era o dinâmico Juscelino Kubitschek de Oliveira e o prefeito da cidade o objetivo e carismático  Sr. Lauro Gomes de Almeida.
Agora o bairro já havia se ampliado. A Giacinto Tognato estendia-se até as proximidades das ruas Pirajuí, Cambuci, Lucélia e ia contornando o ´Cruzeiro´ até se unir com a Belarmino F. Vasconcelos. O ´Cruzeiro´, recém fixado pela comunidade católica, originalmente em madeira bruta, era o ponto de referencia do término do bairro. A partir dali era só mato.
É importante citar que muito antes de existir nosso bairro, próximo à atual Rua Adamantina existiu o primeiro parque municipal da cidade. Era conhecido como ´Agua Mineral´ em razão da famosa fonte de água lá existente. Restou apenas o outrora belo painel da fonte, o qual ainda pode ser visto no que sobrou do local.

II)                   O INICIO DA BANDA

O sistema de ensino dos anos 60 era rígido e disciplinar. Só eram promovidos automaticamente, ´só passavam de ano´, os alunos que obtinham a nota 7 e desde que tivessem uma freqüência de 75% nas aulas.
Tínhamos poucas escolas na cidade, suficientes entretanto para atender a demanda de alunos dos bairros e todas com excelente nível de qualidade. Assim era o nosso único e querido ´Grupo Escolar Dr. Baeta Neves´ localizado na esquina da Rua Giacinto Tognato com a Rua Campinas. Hoje ele é conhecido como ´Segundinho´, todavia o prédio da época foi demolido há tempo. Aqui vale a pena destacar que junto com a construção do prédio existente na esquina com a Rua Campos de Jordão, fora construído um belo anfiteatro com capacidade para aproximadamente 300 pessoas. Infelizmente este importante espaço cultural foi totalmente depredado no final dos anos 70.
Falando então da nossa Banda Mirim Baeta Neves, foi justamente naquele anfiteatro que aqueles garotinhos começaram a ter seus primeiros contatos com a música.
No bairro já existia a Banda São José, formada por adultos e tendo a frente o talentoso maestro Sr. João Silvério da Silva, o nosso João Gomes. Com certeza, tratou-se do melhor músico e compositor da cidade. A sede da banda era na atual Rua Dr. Baeta Neves nos fundos da casa do próprio João Gomes, e entre os músicos se destacava o jovem clarinetista Irineu Negri Garcia.
Foi do também talentoso Irineu Negri a idéia de criar a primeira banda mirim do Brasil, talvez do mundo. Na verdade, no grupo escolar havia o tradicional coral  e ao perder a sua regente, a então diretora Antonia Ortega de Abreu procurou o Sr. Irineu na intenção de colocá-lo a frente do coral, todavia seu projeto era mais ambicioso; criar uma banda mirim. 
Sabemos que foi muito difícil convencer a Diretora ´Dona Antoninha`, e principalmente as autoridades que meninos com idade de apenas 9 anos seriam capazes de dominar os conceitos musicais e daí ter condições de tocar instrumentos.
Levou aproximadamente um ano para o maestro Irineu convencer o Prefeito Lauro Gomes a autorizar o inicio daquele projeto e principalmente providenciar a compra dos instrumentos. Assim no inicio de 1963 a primeira turma de garotos foi selecionada. 

III)                 O ESTÁGIO INICIAL

Esta primeira turma teve selecionados por volta de 40 garotos com idade média entre 9 e no máximo 12 anos. Tínhamos um pimpolho, o Clóvis Censon com 8 anos.
Durante aproximadamente um ano foram exaustivas as aulas de teoria musical e solfejo. Era preciso saber como interpretar uma partitura musical. Entender as notas musicais, escala, o tom e a própria melodia da música.
A base era o método ´Bona´, e o objetivo do Irineu era avançarmos um exercício por semana. Estudávamos em casa e todo dia entre 12:00 e 14:00 hs repassávamos o exercício com o Sr. Irineu lá na única sala de aula disponível do grupo.
Estávamos compromissados com aquela missão. ´Ai de quem não levasse aquilo à sério! !´
Inacreditável! Meninos de 9 anos, num bairro de periferia, todos humildes tendo uma formação musical. Eram de fato privilegiados.
Passados 2 meses e com uma teoria musical suficiente, o grupo agora reduzido à aproximadamente 30 meninos, recebeu da Prefeitura Municipal a primeira leva de instrumentos musicais. Exatamente 24 instrumentos, ou seja, não havia instrumentos suficientes para todo o grupo, era necessário o compartilhamento entre os integrantes.
Foi uma festa o primeiro contato com os instrumentos. Naquela oportunidade, orientados é claro pelo Irineu, cada um já havia escolhido o seu. O instrumento que ele tocaria nos próximos anos e quem sabe pelo resto das suas vidas.
Era impossível um menino daquela idade empunhar uma ´tuba´ de tamanho convencional. Aqui um dos fatos curiosos. Foi preciso fabricar duas ´tubas´ (uma em SI bemol outra em MI bemol) em tamanho reduzido e que pudessem ser empunhadas pelos dois baixistas mirins, Odair e Gomes.
Os demais instrumentos, clarinetes, trompas, pistões, trombones, bombardinos eram convencionais.
Enfim, começavam os exercícios agora cada qual com seu instrumento.
Foram outros quase 8 meses com exercícios apropriados para cada família de instrumentos. Era necessário interpretar musicalmente o exercício e executá-lo devidamente no instrumento. Começamos com parte das notas da escala até dominá-la por completo. E assim foi, exercício por exercício, passando pela ´escala cromática´ até recebermos a primeira música. Foram muitos desafinos como era de se esperar, todavia lá estava a primeira música. Um dobrado, denominado ´Dobrado número 3´.
Quantas vezes vimos o nosso querido Irineu quebrar sua pequena batuta ao perceber que alguém do grupo desafinava ou porque a harmonia não era a esperada ! !
Não se podia fazer uma apresentação em público com apenas aquele dobrado. Era preciso pelo menos mais duas músicas. Vieram então o chorinho ´Dorinha meu Amor´ e uma marcha feita pelo Sr. João Gomes especialmente para a campanha política de 1956 para o então candidato a prefeito o Sr. Prefeito Lauro Gomes, ´Ai já vem o Lauro´. Foi uma forma de agradecer o já eleito prefeito pelo apoio à criação da banda.
Assim, passado quase 1 ano desde a seleção dos garotos, pode então a Banda Mirim Baeta Neves fazer sua primeira apresentação em público.  Esta estréia aconteceu em 05 de outubro de 1963 defronte da pequena Capela do Recanto Santo Olímpia na Estrada do Alvarenga (hoje Nestlé).
Meninos tocando instrumentos musicais era fato inédito na época e  muitos presentes naquele dia não acreditavam o  que estavam vendo e escutando. O Ilmo. Sr. Prefeito Lauro Gomes, foi um deles, a ponto de se aproximar de cada integrante, colocar o ouvido bem próximo  e confirmar se de fato o som saia do instrumento. A partir daquele dia o ´Prefeito das Crianças´ se tornou um aficionado pela banda, e ela a grande sensação da cidade.



IV)               A PRIMEIRA FORMAÇÃO

Conforme pode ser visto na foto tirada nos antigos estúdios da TV Record durante o programa Gincana Kibon, a primeira formação da banda tinha 24 meninos. Este número era limitado à quantidade de instrumentos recebidos, e tinha como clarinetistas, Osmar Boin, Benedito Betarello, Joarez, Theodoro Versolato e Tarcisio Gerbeli; Daniel no bombardino, Valdir, Toninho e Hamilton nos trombones, Ronaldo Marchioni e José Castilho Lopes nos pistões, Caetano, Lauro Gilmar Teixeira e Furlan nas trompas, Odair e Gomes nas tubas. Na bateria vinham, o Luis Carlos, Davi, Adriano, Alcir Mendes, Martins Castilho Lopes, José Roberto, Noel e o Clovis Censon.
Passados alguns meses, com o recebimento de novos instrumento, além da promoção de José Roberto para o clarinete, Noel para trompa, Martins Castilho Lopes para o pistão, o grupo teve a inclusão de Walter ´Ski´ na percussão e Nilton Fenelon no pistão. Esta formação pode ser vista na foto tirada nas escadas do antigo Grupo Escolar.

V)                 OS EVENTOS

Bastou a apresentação de estréia para o nome daquela banda se tornar sucesso e motivo de orgulho para o bairro e para a própria cidade. Todo o trabalho e esforço do maestro Irineu Negri Garcia agora era coroado e recompensado com inúmeros convites para apresentações em praticamente todos os eventos realizados em São Bernardo e nas cidades vizinhas do ABC.
Sabiamente o maestro limitou em duas, no máximo três apresentações  nos finais de semana. Assim, praticamente nos 30 anos que se sucederam a Banda Mirim Baeta Neves fez apresentações todo sábado e domingo.
Qual dos integrantes daquela primeira turma não traz boas lembranças das grandes festas juninas aqui do ABC. As festas de colação de grau nos grupos escolares e os desfiles  na velha Marechal Deodoro. Tínhamos tratamento especial por onde passávamos.
Sem duvida éramos meninos privilegiados com a graça divina em ter sido escolhido para aquele grupo.

VI)               OS ENSAIOS E O PROCESSO DE RENOVAÇÃO

Era necessário aumentar o repertório musical, de três musicas iniciais  pulamos para quase uma dezena em muito pouco tempo. Tínhamos um repertório suficiente para apresentações de uma até duas horas.
Alguns integrantes começavam a se despontar como verdadeiros músicos tal era a facilidade que eles tocavam seu instrumento e a facilidade que tinham para dominar as novas músicas. Enquanto a maioria ia trilhando passo a passo a partitura, estes saiam tocando apenas pelo simples ouvir da melodia. No jargão dos músicos, se diz que uns tocam ´pela letra´ outros ´pelo ouvido´. Assim era notória a habilidade do garoto José Castilho Lopes, ou simplesmente o Castilho com seu trompete.
Os ensaios já eram realizados no recém inaugurado anfiteatro do grupo  na Rua Campos de Jordão, e muitos meninos do bairro apareciam desejando ingressar na banda. O Sr. Irineu mantinha alem dos 24 titulares mais um grupo em preparação de aproximadamente 30 garotos os quais foram se juntando paulatinamente ao grupo titular.
Logicamente ao longo do tempo aqueles meninos foram crescendo e deixaram lugar para novos integrantes. Na época era comum os garotos começarem trabalhar ao completar 14 anos. Ao contrário de hoje, as industrias aqui instaladas praticamente garantiam empregos à garotada nesta faixa de idade.  
Assim aconteceram os ensaios e o processo de renovação das turmas.

VII)              OS PROGRAMA DE TV

Se atualmente temos uma grande quantidade de canais de TV, nos anos 60 tínhamos apenas quatro canais de TV aqui em São Paulo, a líder TV Record, Tupy (hoje SBT), Excelsior (hoje Rede Mulher) e a recém inaugurada TV Paulista (hoje GLOBO).
A programação começava por volta das 17:00hs e terminava no máximo as 23:00hs e raros eram os proprietários de televisores no bairro.
Cada época com seus programas de sucesso. Se atualmente temos lideres de audiência como a ´XUXA´, ´FAUSTÃO´, ´GUGU´, etc., na época eram imperdíveis nas tardes de domingo o ´CIRCO DO ARELIA´ e a ´GINCANA KIBON´ na TV Record. Surgia também na época, o programa do ´MOACIR FRANCO´ na TV Excelsior e aos domingos o programa do já conhecido ´SILVIO SANTOS´ na TV Paulista.
Por todos estes programas nossa famosa Banda Mirim Baeta Neves fez várias apresentações as quais certamente ficaram na lembrança de cada integrante. Era sonho da garotada poder participar ao vivo da Gincana Kibon. Ser mostrado na TV, ao vivo e entrevistado pelo Silvio Santos ou Moacir Franco então era algo indescritível.
Ficaram marcados os momentos que passamos nos bastidores destes programas tendo a chance de conhecer vários artistas da época. Era fascinante também poder visualizar toda a pista do aeroporto de Congonhas daquele luxuoso bar existente no topo do edifício da TV Record.
Vale também destacar a participação da banda em vários programas de rádio. Em São Bernardo tínhamos a Radio Independência (em frente da atual Igreja Santa Filomena) e em Santo André a Radio ABC. Nas manhãs de domingo, tínhamos na Rádio Independência um programa exclusivo das bandas aqui do ABC. O mais famoso entretanto, era o  concurso entre as bandas do Brasil realizado na Radio Record – ´Banda de todas as Bandas´. Em Fevereiro de 1968 a Banda Mirim Baeta Neves foi a grande vencedora do concurso.


VIII)     GRANDES MUSICOS QUE SURGIRAM NA BANDA

Alem do jovem Castilho, com domínio absoluto de seu trompete, é importante mencionar outros nomes que tiveram a iniciação musical  na Banda Mirim Baeta Neves e que se tornaram profissionais de destaques no cenário nacional.

Antes disto, é imprescindível dizer que se torna muito questionável o fato de se citar apenas alguns nomes. Ao fazer isto, certamente se estará fazendo injustiça a muitos outros nomes que da mesma forma empunharam garbosamente seus instrumentos, engrandecendo e  honrando o nome da Banda Mirim Baeta Neves.  Assim, deve-se considerar os nomes abaixo apenas como meras referencias do resultado de um trabalho que esteve a frente do seu tempo e que proporcionou um magnífico  embasamento àqueles meninos que tiveram a chance de ali estar.

Walter Squi, mais conhecido como ´Squi´, participou da banda entre 1963 e 1968 se tornando alem de professor de música um expertise em vários instrumentos, tocando sem qualquer dificuldade um trompete, teclado,  clarinete, saxofone e também sendo um dos mais requisitados para shows e eventos, participando atualmente da Banda Marinelli.

Luis Tarciso Geaniaki, ou simplesmente ´Jacaré´, participou da banda entre 1964 e 1970 como clarinetista, sendo hoje um dos saxofonistas mais requisitados para shows e eventos, destacando-se ai sua participação atual na orquestra musical do programa do Faustão.

Maurício Boin, atuou na banda entre 1965 e 1976. Seu objetivo era o trompete, todavia querendo participar dos eventos da banda aceitou tocar pratos no inicio. Logo entretanto assumiu o posto de trompetista no qual está até hoje. Atuou profissionalmente em grupos de pagode,  em bandas como a Linha de Frente, Reveillon e Fênix. Morou e tocou na Europa, onde teve a chance de participar da banda do ´Oba Oba´ do saudoso  Sargenteli. Atualmente está na Fênix.
Bocato, tocando baixinho

Itacyr Bocato Jr,  ´Bocato´, um dos melhores trombonista brasileiro do momento, participou da banda entre 1969 e 1974. Morou e trabalhou na Suíça e Alemanha nos anos 90, sendo um dos mais requisitados para shows ao redor do Brasil especialmente acompanhando famosos artistas que aqui chegam. Atualmente também integra a  orquestra do programa do Faustão.

Gerson Galante, saxofonista, participou da banda entre 1972 e 1977. Atuou na Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e atualmente é integrante da Soundscape Big Band Jazz de São Bernardo, da Banda Jazz Sinfônica de Diadema alem de atuar em quintetos para apresentações em eventos especiais.

Dorival Galante Jr, conhecido ´JR Galante´ hoje trompetista profissional, tocou na banda entre 1974 e 1978. Continuando seus estudos na Fundação de Artes, sob influência de seus professores e acompanhando varias apresentações em teatros acabou obtendo uma nova visão da música, daí seguindo para o gênero erudito. Participou da Banda 150 Night Club do Macksoud Plaza Hotel acompanhando vários artistas internacionais, com destaque à Tom Jobim. Morou na Europa no final dos anos 80. Fez algumas turnês pela Ásia, Canadá e Estados Unidos e há 17 anos é integrante da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.


Mauro Trompete e Marcelo Trombone....1974 até 1980...tocou com Paulo Ricardo e depois na banda Saint Paul,.....Reveillon varioa nos – viagem aos EUA ...musicas sertanejas....evangélicas .....dupla sertaneja.... estão acompanhando turnê com Gian e Giovani para Inglaterra e Portugal....precisa ser complementado.
Como sempre Ubaldo Versolato é sempre foi simpatia

Ubaldo Versolato, nasceu em 1958, na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Entre 1968 e 1976, foi integrante da banda, onde aprendeu as primeiras notas musicais no Saxofone Alto, despertando a sua vocação pela música, ainda menino, período em que concluiu os cursos de teoria musical e sax alto, no Conservatório Musical Padre José Maurício.
Mais tarde, também integrou a Banda Musical LIRA MUSICAL DIADEMA e a BANDA SINFÔNICA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO.
A partir daí, sua profissionalização aconteceu naturalmente, percorrendo os caminhos da maioria dos músicos brasileiros. Ubaldo Versolato pôs o pé na estrada junto a diversos conjuntos de baile pelo país afora; tocou nas tradicionais Big Bands de casas noturnas de São Paulo, como no GALLERY, ÓPERA CABARET, 150 NIGHT CLUB do Macksoud Plaza Hotel, PALLADIUM casa de Espetáculos dirigida por Abelardo Figueiredo e o PENNSYLVANIA, ligado ao Citibank.
Seus estudos musicais aprofundaram-se na “Escola Municipal de Música de São Paulo”, onde iniciou o estudo do clarinete, com o professor Rafael Gallardo,  além de Teoria Musical e Harmonia. Logo depois, ingressou na “Fundação das Artes de São Caetano do Sul”, onde estudou Saxofone com Hector Costita, Harmonia Funcional, Percepção, Piano Prático, Prática de Big-Band com Nelson Ayres, Roberto Sion e Amilson Godoy. Cursou composição e regência na Unesp – Universidade Estadual Paulista e na Faculdade Mozarteum de São Paulo, onde bacharelou-se em saxofone. Com Grace Henderson e Antônio Carrasqueira estudou flauta transversal.
Como professor dos instrumentos saxofone, clarinete e flauta ministrou aulas no Conservatório Brooklin Paulista, Conservatório Musical Morumbi, na Faculdade Mozarteum, Escola de Música Novo Tempo, Escola de Música Sorinara, além de aulas particulares.
Ubaldo Versolato participou de diversos shows de artistas de renome nacional e internacional, como Tom Jobim, Milton Nascimento, César Camargo Mariano, Roberto Carlos, Edu Lobo, Nana Caymmi, Francis Hyme, Paulinho da Viola, Leila Pinheiro, Hermeto Paschoal, Egberto Gismonti, Arrigo Barnabé, Sivuca, Os Cariocas, Simone, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, Elza Soares, Guinga, Gal Costa, Daniela Mercury, Sandy e Jr., Lenine, Pedro Camargo Mariano, Simoninha, Max de Castro, Fernanda Porto, João Bosco, além de artistas estrangeiros como Ray Conniff, Les Elgart, Nico Fidenco, Turtle Island String Quartet e outros.
Também atua no mercado musical com gravações de discos instrumentais e de artistas brasileiros, jingles publicitários, trilhas para cinema e programas de rádio e TV, além de peças teatrais musicais.
É músico integrante da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo desde a sua fundação, em 1990 e participou do quinteto de saxofones "Sax Brasilis", grupo no qual realizou apresentações em festivais jazzísticos no Brasil e América Latina; toca sax alto da Banda Savana, orquestra de música instrumental brasileira, que já tem 2 CDs gravados na Dinamarca.
Na Banda Mantiqueira, Ubaldo Versolato toca sax barítono, flauta e píccolo.  A Mantiqueira foi indicada ao prêmio Grammy em 1998, com seu primeiro CD – Aldeia –, quando foi para Portugal cumprir uma agenda de shows na cidade do Porto e em Lisboa. Com este grupo instrumental fez tournée, em 2002, nos EUA, junto à OSESP- Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, dirigida pelo maestro John Neschling, destacando-se no XX Festival de Jazz de San Francisco e ainda participou do Festival de Música em Bremen, Alemanha. Neste ano de 2006, foi contemplada com o prêmio TIM de melhor grupo instrumental brasileiro.
Ubaldo Versolato fez várias apresentações na Europa, EUA e América Latina. Foi convidado para participar de concertos junto à Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo; Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e Orquestra Sinfônica do Paraná.
Tem como característica sua versatilidade em tocar Saxofones Barítono, Alto e Tenor, Clarinete além de Flauta transversal e  Pícollo (Flautim) .

Julio Cesar Versolato, trompetista profissional tocou na banda entre 1970 e 1975. Arranjador, regente, produtor musical e diretor artístico dedica todo seu tempo à arte musical. Com sua banda a ´SP450´ tem animado os mais sofisticados eventos do Brasil e tornado memoráveis os casamentos abrilhantados pela sua orquestra, a ´Orquestra Versolato´.
        
Cláudio Faria, ou simplesmente Faria, trompetista,Compositor, Arranjador começou com nove anos, na banda. Daí pra frente colecionou parcerias e participações em projetos importantes.
Logo de cara, sua estréia como profissional, em 1980, com 22 anos aconteceu no Show “Saudades do Brasil”,de ELIS REGINA.
Este show ficou em cartaz  no Canecão do  Rio de Janeiro e no Tuca em SP, cerca de 9 meses, foi registrado em Disco (álbum duplo em vinil na época) com direção musical de CESAR CAMARGO MARIANO, e no mesmo ano gravou o especial da Série Grandes Nomes TV GLOBO: ELIS REGINA CARVALHO COSTA, com direção artística de DANIEL FILHO; este programa que continha boa parte do repertório do show foi recentemente lançado em DVD pela gravadora TRAMA, sob licença da Globo Marcas e Som Livre.
No mesmo ano passou a integrar a banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé.
Em 1981, acompanhou Roberto Carlos em seu tour pelo Brasil e América Latina e se envolveu em dois projetos fundamentais:                   a BANDA METALURGIA, (em parceria com Bocato e Jacaré) que inovou o jazz brasileiro, e a antológica SOSSEGA LEÃO, de ritmos caribenhos. estes trabalhos históricos foram registrados em disco, com apresentações no programa Balance,e Perdidos na Noite, respectivamente.
Seus estudos nunca pararam.  Formou-se professor de trompete no CONSERVATÓRIO JOSÉ MAURICIO, nessa época recebeu o Premio Governo do Estado ‘MEDALHA DE OURO’ como melhor aluno de música, e cursou Harmonia e Arranjo com CLAUDIO LEAL FERREIRA.
Mesmo cursando a FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO USP, não parou mais de tocar, seguindo ativa participação em shows e gravações de Artistas nacionais e estrangeiros (Itamar Assumpção, Bocato, Na Ozetti, Péricles Cavalcanti, Jessé, Art Popular, The Platers, Eros Ramazotti e mais recentemente, Marcelo D2, Fernanda Porto, Seu Jorge , Zeca Baleiro .para citar alguns).
Conhece  LUIZ SCHIAVON a muitos anos e foi convidado para participar do cd e dvd com o RPM.
Devido a sua grande experiência e pela ampla formação artística integrou elencos de teatro (Emoções Baratas, Santa Joana, ambos dirigidos por JOSÉ POSSI NETO, Provocações CLARISSE ABUJANRA, cria peças publicitárias, participa de trilhas de Longa Metragens: Menino Maluquinho, Janete, Cidade Oculta, O Estrangeiro, compõe e dirige musicalmente  espetáculos de Dança e Teatro.
Atualmente é Integrante da Banda HAVANA BRASIL , que a seis anos está em Cartaz no Bourbom Street de SP, com dois CD gravados, o último em fase de lançamento ( tendo inclusive exercitado seu lado de artista plástico com a ilustração da capa).
Participa como Interprete Criador da CIA NOVA DANÇA QUATRO, uma das mais aclamadas  cias. de dança contemporânea do Brasil, com prêmios de pesquisa de linguagem pela APCA, com quem recentemente esteve em BERLIM, com apresentações no Festival INTRANSIT, evento Brasil-Alemanha: COPA DA CULTURA.
E claro, a BANDA DOMINGÃO do Faustão que dispensa comentários.




IX)        O FIM DA BANDA

Decorridos 30 anos da estréia da banda, ou seja já nos anos 90,  São Bernardo do Campo se apresentava com características totalmente diferentes daquela ainda pequena, tranqüila  e segura cidade dos anos 60. Agora São Bernardo despontava como uma das maiores cidades do Brasil e conseqüentemente com inúmeros  problemas na sua infra estrutura decorrente principalmente do crescimento demográfico descontrolado.
Por outro lado, a cidade contava com inúmeros grupos  musicais dos mais diversos gêneros e gostos.
Típico da natureza humana, os valores vão sendo modificados ao longo do tempo e aquela banda que fora orgulho da cidade passou a ser relegada a um plano secundário pelos órgãos municipais.  
Se no inicio lhe fora liberado um dos mais belos anfiteatro da cidade para os ensaios, agora nem mesmo uma modesta sala de aula lhe era cedida.
Assim, praticamente sem qualquer apoio, infelizmente o espírito cultural daquela banda teve que se curvar a sombra de interesses, objetivos e prioridades  questionáveis e, em 1993 a nossa famosa e querida Banda Mirim Baeta Neves teve que encerrar suas atividades, ceifando a oportunidade de muitos meninos ter uma importante formação proporcionada pela música, bem como de dar à cidade, ao Brasil e ao mundo muitos outros músicos do quilate daqueles citados anteriormente. 
Todavia, é sabido que o tempo se incumbe de corrigir a história dos fatos e recompensar aqueles que de fato o merecem, especialmente quando se trata de um trabalho feito à frente de seu tempo, como se disse anteriormente, com muito esforço, dedicação, com compromisso voltado exclusivamente para a formação de jovens cidadãos São Bernardenses  como àqueles tantos que passaram pela nossa inesquecível Banda Mirim Baeta Neves.
Daí quem sabe em breve, o ilustre recém homenageado  pela Câmara Municipal da cidade e pela Ordem dos Músicos de São Paulo, como ´Destaque como Regente´, o nosso Maestro Irineu Negri Garcia, seja conduzido a realizar outro de seus ambiciosos projetos, a Escola de Música de Baeta Neves.







Escrito por Hamilton Mendes que fez parte como músico, desse maravilhoso  projeto  ( banda mirim de Vila Baeta Neves).

O Blog: Quem vive, vivencia, trabalha, sobrevive conta melhor a história

A Banda do Rudge Ramos."Temida Por Onde Passava, Pois Não Havia Rival"


A BANDA MUNICIPAL INFANTO-JUVENIL “RUDGE RAMOS” foi formada em 16 de dezembro de 1967 reunindo crianças do Bairro de Rudge Ramos sob a orientação do Tenente Francisco de Oliveira Salles que obteve licença da Força Pública para dedicar-se exclusivamente a essa atividade.
Sendo a segunda Banda na categoria a ser formada no Município, esta Banda surgiu visto a quantidade de jovens e músicos  que havia no Bairro de Rudge Ramos. Com apenas 1 anos de existência , já em 1968, a Banda iniciou suas apresentações em São Bernardo do Campo e o pouco tempo despedido na sua preparação inicial ensejava um futuro promissor.
Durante o ano de 1969, além de diversas apresentações em várias cidades de São Paulo e o Sul de Minas Gerais, o maior destaque foi a apresentação no Jockey Clube de São Paulo por ocasião da visita do Presidente da República Marechal Arthur da Costa e Silva.
Nos anos seguintes esta Banda esta Banda apresentou-se em diversas cidades do Brasil em comemorações, aniversários, festivais e campeonatos.
Em virtude dos altos serviços prestados a coletividade além da valiosa contribuição para a formação de novos músicos, a Bandinha do Bairro dos Meninos, foi oficializada através do decreto Lei n°5926 de 13 de junho de 1978 com apenas 10 anos de existência  este jovem grupo consolidou  sua posição de destaque no meio artístico, não só pelos inúmeros prêmios conquistados , mas pelo nível de repertório que inclui entre outras a “Abertura da Ópera Norma” de Vicenzo Bellini.
Em algumas ocasiões, participando como jurado em Concursos  de Bandas e Fanfarras, pude assistir a Bandinha. Realmente ele toca muito bem e os músicos são muito afinados . No Brasil estes grupos constituem grande celeiro de músicos além de uma iniciativa ao alcance da Municipalidade.
Sob a regência do Maestro Romilso Curvello da Silva a Bandinha conquistou inúmeros prêmios entre os quais podemos destaca:
1972- Campeã- Concurso de Bandas e Fanfarras de Cotia (SP)
1974/75/76- Tri-Campeã- Campeonato de Bandas e Fanfarras da Radio e TV Record.
1980 – Penta-campeã na Radio e Tv Record.
São inúmeros prêmios que ao lado somam mais de 80 troféus.
Para alcançar tanto sucesso a Bandinha  sempre contou uma dedicada turma de jovens músicos. São eles:

NOME
INSTRUMENTO
NATURALIDADE



Dennis E. Canovas
flautim
São Paulo
Marisa Y. Takano
flauta
São Paulo
Fabio A. S. Vedovelli
requinta
Santo André
Luciana N. Shimidt
clarinete
São Bernardo do Campo
Uilton J. Romeiro
clarinete
São Paulo
Silvia M. Mayer
clarinete
São Paulo
Eliane R. Tridente
clarinete
São Bernardo do Campo
Anni Mary F. Cavalcanti
sax-soprano
São Paulo
Carlos A.M. Campos
sax alto
Santo André
Silas H.R. Sousa
sax alto
São Paulo
Alessandra Bargas
sax alto
São Paulo
Alex S.F.Silva
sax alto
São Paulo
Akemi S. Maister
sax tenor
São Paulo
Cássio H. Takano
sax tenor
São Paulo
Kleber A. Nery
sax tenor
São Paulo
Rubens A.T.Silveira
sax barítono
São Paulo
Romilso C.da Silva
Trumpete
Santo André
Ricardo D.D.Kilser
Cornetin
São Paulo
Adriana Martini
Trumpete
São Caetando do Sul
Fernando J. de Lima
Trombone
São Paulo
Denise G. Nogueira
Trombone
São Bernardo do Campo
Lucianna Martini
Trombone
São Caetando do Sul
Simone M.E.Khoury
Trombone
São Bernardo do Campo
Samilson R.de Souza
sax horn
São Paulo
Denise G. Nogueira
Bombardino
São Bernardo do Campo
Edilson Ribeira
Baixo
São Paulo
Nivaldo S. dos Santos
Baixo
São Bernardo do Campo
Cleiton M. Alves
Baixo
São Bernardo do Campo
Simone Mulli Mayer
Percussão-Caixa
São Paulo
Ronaldo R. Silveira
Percussão-Caixa
São Paulo
Leandra Watanabe
Percussão-Caixa
São José do Rio Preto
Robson Perrela
Percussão-Surdo
São Bernardo do Campo
Neslson R. Martini
Percussão-Surdo
São Caetando do Sul
Mirela Watanabe
Percussão-Surdo
São Paulo
Claudinei R. de Sousa
Percussão-Surdo
São Paulo
Ednei S. Nery
Percussão-Prato
São Caetando do Sul
Tricia Watanabe
Percussão-Prato
São Paulo

Em agosto de 1981, a Bandinha gravou seu primeiro long play. Sob a regência do Maestro Romilso Curvello da Silva a gravação ocorreu nos Estúdios da Gravodisc em SP constituindo num valioso registro sonoro do trabalho realizado.

Não posso deixar de mencionar a indicação que trás no disco:

Uma das mais gratas tarefas recebidas de Serviços a São Bernardo há de ter sido, por certo, aquela de acompanhar a formação da “Bandinha do Rudge”, idéia generosa do então prefeito Hygino de Lima , moldada no exemplo da Banda Infantil de Baeta Neves, já então muito solicitada em apresentações e requisitada constantemente por outras cidades, sempre com muito interesse e curiosidade. Eu era, na época, o responsável pelo setor de difusão cultural da prefeitura  e recebera de Hygino a recomendação de dispensar à iniciativa uma atenção especial. Ele próprio havia ido buscar na Banda da Força Pública do Estado o concurso do Tenente Francisco de Oliveira Sales, obtendo sua licença da corporação para que pudesse dedicar-se inteiramente a este projeto, diz o Secretário da Educação e Cultura  e Esportes Fernando Leça.
Praticamente Fernando Leça diz tudo o que está em registro como Memória Musical da Cidade de São Bernado do Campo e que passei .
Coloco também algumas partes não ditas:

 
Não é sem razão que agora este LP, sob os auspícios do Fundo de Assistência à Cultura. É mais um justo reconhecimento que o Prefeito Tito Costa e a Secretaria de Educação Cultura e Esportes fazem à qualidade musical  deste jovem e harmonioso conjunto e à competência e sensibilidade de seu regente. É um régio presente aos apreciadores do gênero, mesmo os mais exigentes. Este disco capta e perpetua a emoção que milhares já tiveram a felicidade de sentir, nas muitas audições de nossa querida “Banda do Rudge”. Funde o Clássico e o Popular, nas evidências da universidade e unicidade da música, e também, porque não dizê-lo, da versatilidade destes pequenos-grandes músicos,  termina , Fernando Leça .

Este Blog: Observei que, alguns elementos  podem ficar zangados com este blog, pois não escrevi toda a carta  escrita por Fernando Leça, uma indicação que fala da trajetória campeã, o que mostrei nos registros que forneci e mais, pois quem participou das gravações do LP em questão, não foram os que eu mencionei acima.


A FILA ANDA
Como era uma Banda Infanto Juvenil , os precursores, aqueles que começaram a Banda que antes Bandinha do Bairro dos Meninos  e em pouco tempo, com a força da Banda do Baeta Neves, a popularidade de nossas bandas, vieram outras a somar nosso quadro qualitativo, no gênero éramos muitos e digo mais, a Banda do Rudge Ramos, era odiada, temida, e maravilhava como suas apresentações, concursos.
Odiada por outras Bandas, pois quando botava o pé na cidade, dava um desanimo nas outras... é como já se sabia, “vamos perder”... isso é verdade!!!.
Temida, pois não tinha como ser melhor que ela. Eu sei, eu estava lá, dava graças a Deus quando ela não ia em um campeonato, pois quem sabe as a Banda do Ferrazopois poderia ganhar? Já tínhamos uma coisa em comum, éramos todos da cidade das bandas , éramos de  São Bernardo que era temido, mas também, a Banda do Rudge maravilhava os ouvintes, da mesma forma que a Banda Mirim Dr Baeta Neves.
Na verdade éramos bem separados, as Bandas pobres e as ricas, e é claro que eu tentei entrar na Banda São José, na Baeta Neves, no Rudge, mas eles chamavam, se você fosse  bom  de verdade, o que aconteceu com Marcelo Oliveira Lopes (trompetista) e Uziél (Clarinetista). Ambos começaram na Corporação Musical Filarmônica Maestro Pedro Salgado e o Marcelo foi para o Rudge Ramos, atingiu a idade e, como se diz, a fila anda, foi para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo(orgulho nosso) e Uziél, com seu Clarinete passou nos exames e entrou na Banda Sinfônica Municipal de São Bernardo do Campo, na qual está até hoje(até quando existir). Dá aulas de música no Projeto Guri, faz parte da Banda Sinfônica Municipal e tem mérito absoluto como um dos maiores clarinetistas de São Bernardo do Campo, digo isso, pois o conheci quando nós caçavamos notas nos pentagramas, do seu empenho e dedicação, vi e vivenciei como garotos, a subida fenomenal destes dois elementos que compunha a Corporação Musical Filarmônica Maestro Pedro Salgado.
Aos integrantes que fizeram parte da gravação, calma, vou redigir, afinal estamos todos pensando: Que bom se tivessem estas mesmas bandas hoje em dia?
Bocato participou da Banda do Rudge, foi para Banda Mirim Dr Baeta Neves em 1969 e Ubaldo Versolato começou sua história de vitórias na Banda Mirim EEPG Dr Baeta Neves... isto não consta no livro da memória 
 

Voce pertenceu a um desses grupos? Vai discriminar  um músico, poeta, pintor , dançarino um palhaço???

Lembre-se que sempre há um artista dentro de você... mesmo que você não queira!!!


@mozartfaggi é o twitter

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