sexta-feira, 22 de março de 2013

A teoria das janelas quebradas

Em 1969, na Universidade de Stanford (EEUU), o Prof. Philip Zimbardo realizou um experimento de Psicologia Social. Deixou dois carros abandonados na rua, dois carros idênticos, a mesma marca, modelo e até a cor. Um ele deixou no Bronx, na época uma zona pobre e conflituosa de Nova York e o outro em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Dois carros idênticos abandonados, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em Psicologia Social estudando as condutas das pessoas em cada lugar. Resultou que o carro abandonado no Bronx começou a ser vandalizado em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o radio, etc. Todo o aproveitável foi levado e o que não, foi destruído. Em troca o carro abandonado em Palo Alto se manteve intacto. É comum atribuir à pobreza as causas do delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (de direita e de esquerda). Entretanto, o experimento em questão não finalizou aí, quando o carro abandonado no Bronx já estava desfeito e o de Palo Alto permanecia uma semana impecável. Os investigadores decidiram quebrar um vidro do automóvel de Palo Alto. O resultado foi que começou o mesmo processo que no Bronx, o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que o vidro quebrado num carro abandonado numa vizinhança supostamente segura é capaz de disparar todo um processo delitivo? Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia, o comportamento humano e com as relações sociais. Um vidro quebrado num carro abandonado transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai rompendo códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como se o todo vale nada. Cada novo ataque que sofre o carro reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos, cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando em uma violência irracional. Em experimentos posteriores (James Q. Wilson y George Kelling) desenvolveram a “teoria das janelas quebradas” que, desde um ponto de vista criminológico, conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujidade, a desordem e o maltrato são maiores Se quebra um vidro de una janela de um edifício e ninguém o repara, cedo estarão quebrados todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto é algo que parece não importar a ninguém, então ali se generará o delito. Se se cometem essas “pequenas faltas” como estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar uma luz vermelha, pequenas faltas que não são aprovadas, então começarão a desenvolverem-se faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se os parques e outros espaços públicos são deteriorados progressivamente e ninguém age a respeito, esses lugares serão abandonados pela maioria das pessoas (que deixam de sair de suas casas por temor aos marginais), esses mesmos espaços abandonados pelas pessoas serão progressivamente ocupados pelos delinquentes. A resposta dos estudiosos foi mais contundente ainda, indicando que ante o descuido e a desordem crescem muitos males sociais e se degenera o entorno. Veja um exemplo em casa, se um pai de família deixa que sua casa tenha alguns defeitos, como falta de pintura das paredes, que estão em mau estado, maus hábitos de limpeza, maus hábitos alimentícios, más palavras, falta de respeito entre os membros do núcleo familiar, etc. então pouco a pouco se cairá num descuido das relações interpessoais dos familiares e começarão a criar más relações com a sociedade em geral e talvez algum dia chegarão a acabar na prisão. Essa pode ser uma hipótese da decomposição da sociedade, a falta de apego aos valores universais, a falta de respeito da sociedade entre si, e com as autoridades (extorsão e suborno) e vice versa, a corrupção em todos os níveis, a falta de educação e formação de cultura urbana. A falta de oportunidades gerou um país com janelas quebradas, com muitas janelas quebradas e ninguém parece estar disposto a consertá-las. Recebi por e-mail e desconheço a autoria.

 A solução é muito simples, começa em casa com os pais, desde cedo, ensinando aos filhos bons hábitos, conceitos de cidadania, de respeito aos outros e ao que é dos outros e conscientizando-os que a atual onda de produtos descartáveis (que duram pouco) só é boa para as indústrias, mas jamais para o meio ambiente ou ...

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Blog também filma... Circo 5 Lona vem ai





Videos ... estiveram presentes As Marias,Pró Circo,CAJUV,CLM,Associação de Moradores do Parque Haway,Associação comunitária Nossa Terra, Associação de Moradores do Vila Viória, O Grupo Faca, Fórum Aberto de Culturas e Artes para prestigiar o CIRCO 5 LONA ...  


A Intenção é intensificar mais e mais as bases culturais, criando outros pontos de cultura... Logo vamos ter uma banda por lá!




sábado, 2 de março de 2013

Parabéns Inezita Barroso Adoramos Você!

 
 
 Texto de Ricardo Pontes
Uma vez, a Fernanda Montenegro disse ao Caetano Veloso que, quando ia ao sul do Brasil, se sentia num lugar relativamente estrangeiro, e que, em Salvador, essa sensação era ainda maior. Porque, no Sul, parecia-lhe que tinha ido à Europa, e, em Salvador, à África. Mas, quando ia a Minas Gerais, ela se sentia dentro do Brasil. Meio que usando a analogia da Fernanda Montenegro, quando eu ouço a paulistana Inezita Barroso (assim como o belíssimo CD do meu tio Jaime Alem), parece que eu escuto o que vem de dentro do país, do nosso mais profundo, da nossa mais essencial identidade com digitais sem qualquer falha. Inezita, pra mim, é um patrimônio nacional, um tesouro que traz e mantém intacto o brilho dos interiores deste país. E como é bela e melíflua a sua imagem, o seu jeito pitoresco e cheio de candura de contadora de "causos", alguém que a gente recebe na cozinha, que é o lugar mais informal e mais acolhedor de qualquer casa. Inezita Barroso é o resgate de um Brasil não tingido pelo cinismo, pela falta de caráter, pela falta de escrúpulos. É voz atávica e imemorial de um país que ainda pode cantar com esperança o futuro e a beleza da vida. Parabéns, Inezita, pelos seus 88 anos!

sexta-feira, 1 de março de 2013

Que Sacanagem Grana?


Santo André está indignado com a postura  do Partido dos Trabalhadores que sempre manteve a cultura como prioritárias. Decepcionou, foi meu pessoal, o Partido dos Trabalhadores Decepcionou

Construímos uma proposta coletiva, trabalhamos de forma árdua para eleição do nosso paladino e sonhamos,profundamente, que a nossa linda cidade fosse para o futuro na cultura e em sua política. Bom, para nossa surpresa, o caminho é torto e longo.
Sem ao menos nos consultar, como fizeram antes da eleição, apareceram com um nome que não nos agrada, por dois belos motivos: o secretário é um desconhecido e tem pouco tato com as dinâmicas da cultura.
Outrora fosse outra pessoa que de alguma forma tivesse sensibilidade e que fato fosse estabelecer uma conexão mais adequada com o cidadão de hoje que vem pensando e agindo de forma digital, rápida e eficiente no que diz respeito à comunicação, o fato é política cultural sem empoderamento, protagonismo e autonomia é uma falácia .
O conjunto de políticas culturais tem que ter a prerrogativa de gestão compartilhada e consultiva, bem público e dinheiro público tratado com respeito.
Por isso é necessário mais que urgente que o senhor prefeito e seus secretários respondam para o novo cidadão consciente, digital e 2.0, e que nossa política cultural seja construída por muitas mãos.
Nós acreditamos e sonhamos que Santo André fosse virar uma festa de democracia que a prioridade seria o cidadão.
As praças, ruas, parques, tudo tomado pelas ações culturais desenvolvidas com o apoio da nossa prefeitura, potencializadas e respeitadas como devem ser.
A cultura precisa ser trata como prioridade. A política da coptação às vezes tem o viés antidemocrático e pode levar às mesmas práticas de governos reacionários anteriores.
A desclassificação dos que vêm, de uma forma ou de outra, traduzindo para o papel a política cultural que queremos.Precisamos ser tratados com respeito e ver garantido o direito de ser diferente.
E isso também não quer dizer que somos contra o governo, pelo contrário gostaria de construir as políticas publicas em conjunto.
Pois esse é o papel da cidadania e do cidadão no mais profundo termos da palavra..

"O conceito de cidadania sempre esteve fortemente "ligado" à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (indireto), seja ao concorrer a um cargo público (direto). No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade".

Muito bom Neri !!!

Não falta muito para termos um comum entre cidades, municípios, estados quando há uma certa desconfiança...Quando o governante não enxerga... quando a cultura deixa de ser cultura, puro e simplesmente, por este motivo todas as mobilizações culturais estão inconformadas, pacatas, revoltadas...

Este Blog tem rosto, não teme e divulga!

A Banda, o Coral Adulto e Infantil, cadê tudo isso?


Após ter ouvido o disco da Banda Sinfônica Municipal, em 1981, grupos artísticos  da cidade e fora dela se manifestaram:

Memória Musical de São Bernardo do Campo

Dentre todas as Bandas do município, a que tive mais contato foi a Banda Municipal de São Bernardo do Campo. Por diversas vezes atuou sob minha regência  em espetáculos realizados em conjunto com o CORAL MUNICIPAL. Em Agosto de 1983, quando trabalhava , formando o Coral, a natureza do espetáculo era de estréia, marcado para o Natal, oportunizou-me a Banda para a apresentar-se acompanhando o Coral. Havia o concerto de estréia no Cacilda Becker, além de uma apresentação no Teatro Municipal de São Paulo. Embora com pouca disponibilidade movida pelos inúmeros compromissos de sua agenda, a Banda acedeu ao convite e foram marcados os primeiros ensaios. O Programa constava uma Cantata para Coro e Orquestra e era minha expectativa  quanto a performance dos músicos, habituados a tocar ao ar livre e em geral num contexto a parte de questões de sonoridade dinâmica e articulação. Sinceramente a Banda Sinfônica me impressionou muito bem desde os primeiros compassos e não foi preciso mais que seis ensaios para obter do grupo respostas claras e precisas a regência além de equilíbrio com as 55 vozes do Coro evidenciando a qualidade dos músicos e regente que a compõem. Durante os ensaios pude sentir nos músicos disciplina e respeito mútuo razão pela qual muito progresso que haverá no âmbito dessa Corporação Musical. A estréia sucedeu-se com enorme aceitação por parte do público e a Banda respondeu a tudo o que se esperava e, embora com 17 sopros e percussão, em nenhum momento sobrepassou o Coral que, igualmente foi muito bem em seu 1° compromisso público. Melhor ainda foi o Grupo de Teatro Municipal de São Paulo. , Já mais descontraídos e em clima de festa pelo aval obtido em São Bernardo o Coral e a Banda prosseguiram conseguiram entusiasmar platéias que praticamente lotavam o conceituado teatro. Era consagração do esforço de todos os envolvidos que sinceramente ansiaram pelo resultado alcançado. Ainda em 1983, o Coral e Banda se apresentou-se no programa “Ligue Para Um Clássico”  da TV 2 Cultura (hoje TV Cultura). Na ocasião o ano de 1984, retribuindo a “força” dada pela Banda, por ocasião dos festejos e aniversários, a convite do Maestro José da Conceição Sousa, o Coral juntou-se a Banda para uma nova apresentação, desta vez com a presença do Coral Infantil formado .O motivo não poderia ser mais convidativo , a Banda Sinfônica, o Coral Adulto e Infantil, foram chamados para a inauguração de um brinquedo na Cidade das Crianças... “Sonho com um pequeno mundo encantado onde as crianças vivem em paz e harmonia” Assim diziam os versos do Maestro Conceição que coube a mim orquestrá-los para dois Coros e Banda Sinfônica. A peça foi do agrado de todos à solenidade. Finaliza a execução o Prefeito (Tito Costa) convidou as crianças do Coro para inaugurarem o brinquedo em seu lugar, dando por encerrado o evento.
Mas não só de apresentações com o Coral que constituiu o roteiro dessa Banda. Recordista de apresentações em público cumpre uma rigorosa agenda que chega as vezes mais de um compromisso no mesmo dia. Neste sentido é dada  pelo Maestro ao preparo físico dos instrumentistas todos adultos e que em determinadas ocasiões chegam a permanecer várias horas esperando sua vez de intervir. Assim, além da ginástica que inclui o Cooper , na pista é comum durante a semana pela manhã a ocorrência de jogos de futebol, já que 34 músicos dão mais de 2 times. Sendo todos instrumentistas de sopro aproveitam a oportunidade que o esporte lhes oferece em termos de aptidão física, unindo o útil ao agradável desta forma. 

Adão Bento Serafim                                  Trumpete                                   Santa Catarina
Adalberto Ferreira                                    Tuba Mib                                  Pernambuco
Antônio Abraão da Cunha                        Gênis                                        São Paulo
Antônio Batista da Silva                           Clarinete                                  Pernambuco  
Antônio Wilson Lima de Sá                      Trumpete                                   Pernambuco
Armando da da Costa Lameiro                Trumpete                                   Porto-Portugal  
Benedito Gomes de Moraes                     Clarinete                                   São Paulo 
Corneloff Abilio de Sousa                        Flauta                                        Minas Gerais
Cloves Gomes                                             Trombone                                  São Paulo                                
Daniel Zacarias                                         Gênis                                          São Paulo
Eduardo Vieira da Silva                           Tuba Sib                                     São Paulo
Geraldo Reis de Sousa                              Prato                                          Minas Gerais
Gilberto Vieira                                           Trombone                                   São Paulo
José Barbosa da Silva                              Saxofone                                    Pernambuco
José Cícero de Azevedo                            Caixa                                          São Paulo
José Dias de Oliveira                               Requinta                                    Pernambuco
José Pereira Leal                                      Saxofone Alto                            Pernambuco
José Roque Alves Lima                            Trombone                                   São Paulo
Josué Bezerra de Lima                            Clarinete                                    São Paulo
                                                                    Clarinete
Lázaro Balbino Filho                               Trumpete  
Mário Genovese                                       Trumpete 
Manoelito G. de Oliveira                         
Neemias Lopes da Silva                           Saxofone-Alto
Perícles Silva                                             Trompa
Salatiél Ferreira Silva                              Bumbo                                  
Tobias Alves da Silva                               Clarinete
Valter Bruzati                                            Trombone

O blog no hoje: A Banda Sinfônica era uma das mais disciplinadas, tratadas a “mão de ferro” , quem viveu esta época não pode me desmentir, pois Maestro José da Conceição Sousa foi a chave para este sucesso, embora era chamado pelos músicos de “Sargentão” carinhosamente ou não. O sucesso da Banda se estendeu, foi a outras cidades, Teatros ótimos que conhecemos, além de formar uma bela parceria do extinto Coral de 55 vozes e ainda colocar o Coral Infantil em seu repertório(também extinto)
Hoje o que você vê são seqüelas de uma política que nunca trabalhou pela cultura ou omitiu o que poderíamos fazer para que não morressem tantos grupos talentosos como os Corais Adultos e Infantis que fizeram uma época fascinante que será contada mais tarde.
Em 2013 , fala-se muito sobre o vale cultura, mas não especula nada em resgatar o que já foi nosso e foi tirado e, pior disso tudo é que o cidadão não sentiu a falta... irão sentir ou já sentem, por um filho mal encaminhado.
Eu assisti o Coral até eu fim, não vou esperar o fim da Banda Sinfônica e se você gosta de boa música, lutem conosco, pois hoje ela tem apenas 10 elementos incluindo o Maestro, que sai de sua batuta para ir ser um dos instrumentos... é degradante, isso é humilhante  e , que outrora tocavam em praças e aniversários, desfiles cívicos, hoje porém, cala-se.
Me orgulho em dizer que toquei com alguns dos membros da Banda, me orgulho de dizer que ouvi várias e várias vezes o bom gosto musical da Banda e, mesmo que alguns vereadores não tenham esta magnitude pois talvez eram jovens demais ou gostavam mais de outros estilos musicais este blog diz, neste mandato serão avaliados os candidatos por competência e não pelo nome. Sou um blog que tem rosto, não tenho medo de mostrar e eu vou trabalhar para a Banda Sinfônica Municipal de SBC voltar a tocar nas praças, ruas e jardins.

Quem é músico e é das 7 cidades, conhece o déficit cultural hoje instalado, o vale cultura não devolve uma Banda e nem faz outra, mas é um grande passo para fazer o cidadão ir novamente rir ou chorar nos teatros... Como a Banda Metalurgia dizia “ De Volta Á Berno” eu quero dizer que quero a Bernô de ontem com as realidades do hoje, mas se preciso, retorno várias vezes, pois sei que não estou errado!


                                          A Banda Sinfônica Municipal de São Bernardo do Campo

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Em 1983 a União entre o Coral e a Banda, sem contar com o Teatro Muni